quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Comentário

A IMPORTÂNCIA DO TERCEIRO SETOR NA EDUCAÇÃO

Umas das maiores autoridades do estudo da economia mundial, Jeremy Rifkin, autor de mais de uma dúzia de livros sobre tendências econômicas e questões relacionadas à ciência, tecnologia e cultura, formado em Economia pela Wharton School of Finance and Commerce, da Universidade da Pensilvânia, e em Questões Internacionais pela Fletcher Shool of Law and Diplomacy, da Universidade de Tufts, em seu livro “O fim dos empregos”, afirma com propriedade: “No próximo século, o setor de mercado e o setor público e o setor público desempenharão um papel cada vez mais reduzido na vida cotidiana dos seres humanos em todo o mundo. O vácuo do poder provavelmente será preenchido ou pelo crescimento de uma crescente subcultura da ilegalidade ou por uma participação maior no terceiro setor. Isto não quer dizer que qualquer um dos dois setores fenecer ou desaparecer – apenas que seu relacionamento com a massa de pessoas provavelmente mudará de maneiras fundamentais. Mesmo com os avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial, a maioria das pessoas, em um futuro previsível, ainda precisará trabalhar na economia de mercado formal para ganhar o seu sustento – ainda que suas horas de emprego continuem a cair. Quanto ao número cada vez maior de pessoas para as quais não haverá qualquer tipo de trabalho no setor de mercado, os governos enfrentarão duas escolhas: financiar proteção policial adicional e construir mais cadeias para encarcerar uma classe criminosa crescente, ou financiar formas alternativas de trabalho no terceiro setor. Organizações baseadas em comunidades atuarão como árbitros e porta-vozes junto às forças maiores do mercado e do governo, servindo com principais defensores e agente da reforma social e política. Organizações do terceiro setor provavelmente também assumirão a tarefa de fornecer cada vez mais serviços básicos, em função dos cortes na ajuda governamental e assistência a pessoas e comunidades carentes”.
A abordagem de Rifkin se cerca de plena razão em afirma que se esgotaram os empregos formais junto ao mercado privado e do setor público a nível mundial. Já podemos presenciar em concursos públicos realizados pelo Governo Federal, como exemplo o último da Receita Federal para Técnico de Nível Médio, onde no Estado da Bahia, concorreram mais de 54 mil candidatos para 116 vagas, ou seja, 466 candidatos para cada vaga.
Para o setor privado a situação mundial agrava-se. A crise mundial reduziu os empregos de forma drástica. As empresas multinacionais encolheram os seus investimentos, e muitas fecharam suas fábricas em muitos países do mundo.
Com a redução dos empregos a nível mundial e a desaceleração da economia mundial, a arrecadação tributária do setor público cai.
Se o cenário não é bom, e os serviços públicos e sua qualidade dependem cada vez de volumosos investimentos, com o entrave da burocracia do Estado, a saída é o terceiro setor, ou seja, a criação e expansão das Organizações Não Governamentais. Elas geram empregos, prestam bons serviços e consomem volume infinitamente menor de recursos do que o setor público. A velocidade das suas ações são maiores e com melhor eficiência.
Foi com esse objetivo que nasceu o INSTITUTO PROSPERAR do Curso de Técnico em Gestão do Colégio Estadual de Feira de Santana. Os frutos já começam a aparecer, suja abordagem caberá em um próximo artigo.

Professor Marco Antonio S. Pires
Administrador / Especialista em Adm. Pública e Coordenador do TGC-CEFS.

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